O Eterno Palestrino

De fato, menos importa o placar da partida. O palmeirense quer que seu time jogue bem.

Na vida, o palmeirense, ou palestrino – que é exatamente a mesma coisa -, não escolhe torcer para esse ou aquele time. Ele normalmente já nasce alviverde, dentro das tradições italianas.

Logo conhece a história de seu clube e aprende que não são todos – ou melhor, não é quase nenhum – os  clubes que possuem oito títulos nacionais, ou que já bateram de frente com grandes escolas do futebol mundial – como a Juventus do início dos anos 50, ou o Santos de Pelé -, ou ainda, que tenham uma tradição tão grande dentro de seu continente.

Se em 1999 o Palmeiras perdeu a decisão do Mundial de Clubes, para o Manchester United, ao menos o torcedor alviverde tem um alento. O Palmeiras é o último clube sul-americano a jogar a decisão interclubes melhor do que o adversário europeu – inclusive se comparado com as equipes da América do Sul que sagraram-se campeãs do mundo.

O palmeirense tem uma estranha certeza de que em todas as derrotas – ou, pelo menos, em 95% delas – seu time poderia ter vencido o confronto.

Fiel. Por mais estranho que soe, essa é a palavra que melhor define um palmeirense.

Palmeirense não é adjetivo, é sobrenome. Italianos, negros, orientais, gente com muito dinheiro ou quase sem, comemora e se abraça igual após um golaço.

A bussola alviverde aponta para o futebol bonito. Não, não é a escola santista de futebol plástico e brilhante, nem a pragmaticidade são-paulina multicampeã (especialmente nas últimas décadas), ou aquele garra corintiana. Não.

O lance pode até não resultar em gol, mas o alviverde aplaude. Uma bola bem metida por Edmundo, o toque fino de Alex, a genialidade do Divino Ademir da Guia, os gols de Heitor. Esse é o Palmeiras. Esse é o palmeirense,  acostumado as maiores glórias durante o século XX. Aprecia o que é belo dentro do campo.

Os últimos anos, realmente, não foram muito bons, mas o que é o palmeirense? Esse tipo de gente é apaixonada. Apóia, canta, vibra e chora como poucos.

Postado por: Renan LaMarck

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