Anti-corinthiana roxa

Rosto maquiado, cabelos impecáveis, bolsa de grife cara, chaveiros de bichinhos fofos, unhas pintadas de rosa, roupas sofisticadas. Quem vê Diana Bari por aí certamente pensa: ih, mais uma patricinha, dessas que só sabem falar sobre sapatos e dieta. Engana-se. “É claro que gosto de me vestir bem. Não há nada de estranho em querer cuidar da aparência”, diz. “Mas ser considerada fútil é inadmissível. Sou mulher, gosto de maquiagem, sim! Isso é errado?”

Dona de personalidade forte e voz firme, Diana sempre foi uma pessoa pró-ativa e comprometida com tudo. “Na faculdade, participei de grêmio estudantil, fiz parte da comissão da minha formatura e ajudei em projetos voluntários. Me envolvia bastante com todos os projetos, liderava meus grupos de trabalhos escolares. O problema é que, por correr muito atrás das coisas, esperava que os outros fizessem o mesmo, e na mesma intensidade que eu, mas não era assim. Acabava me estressando bastante por conta disso, mas continuava trabalhando duro”, lembra.

O iPhone com detalhes em rosa de Diana vibra em cima da mesa. Era uma mensagem de texto de um amigo. “Está me chamando para ir dançar forró. Ele é louco! Se meu namorado sabe disso, morre de ciúmes!” Quando coloca o celular de volta à mesa, percebo que o fundo de tela de seu celular é o símbolo do Palmeiras. “Sou alviverde desde sempre. Claro, houve uma influência da minha família quando eu era criança e mal sabia o que era futebol. Vestia a camisa sem saber o por quê. Mas hoje sei que não poderiam ter escolhido time melhor para eu torcer. Amo o Verdão!”

Quando vai ao estádio, Diana deixa de lado os cabelos impecáveis e as roupas sofisticadas: “quando tem jogo, me visto da maneira mais confortável, com uma boa e velha calça jeans surrada e um tênis. Jogo por cima a camisa do Palmeiras e estou pronta!” Durante as partidas, ela vibra com os outros torcedores, xinga, berra e pula de alegria quando seu time goleia.

E quanto ao Corinthians? “ODEIO. Pode colocar aí em letras maiúsculas, sublinhado e em negrito! Torço muito por duas coisas: a vitória do Palmeiras e a derrota do Corinthians. Vibro muito com os dois acontecimentos. Meu tio dizia que a rixa entre COR e PAL estava acabando, mas discordei. Se depender de mim, a rivalidade continua por muito tempo!”

Postado por: Marta Mitsunaga

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